Talvez eu seja chata e não goste desse colégio, talvez eu seja burra e não ache que todos os professores sabem ensinar direito. Agora eu entendo porque tanta gente que vai pra Curitiba volta pra Paranavaí fazer Nobel em menos de um ano...
Curitiba é legal. A cidade é linda apesar de cinza. E mesmo chovendo antes o frio do que o calor. É verdade que os curitibanos são tão frios e cinzas quanto a cidade mas sempre tem alguém do norte perdido pelas ruas com um sorrisão na cara e rindo alto. Mas nem é isso que assusta os "pé-vermelho"não. Morremos de frio é verdade mas isso a gente da um jeito. Nos sentimos sozinhos cercados de tantos curitibanos mas isso é o de menos também. O difícil é aguentar um ano de cobranças, exercícios, brincadeiras estúpidaz, cadeiras extremante duras, exercícios, professores metidos, exercícios para no final ficar 5 horas sentados numa cadeira resolvendo uma prova e concorrendo a uma vaga contra muitos outros vestibulandos que sofreram sentados nas mesmas cadeiras extremamente duras do mesmo cursinho para mais no final ainda sair a lista de chamada e correr o risco de não encontrar seu nome lá. Essa possibilidade, que passa como a mais provável na cabeça de quase todos os alunos, é a que assusta. Pensar que esse ano todo de tanto sofrimento não vai valer de nada.
Se pudéssemos ter certeza de que no próximo ano estaríamos sentados confortavelmente nas cadeiras de alguma faculdade seria fácil. Mas a dúvida e o medo nos impedem de ver isso tudo desse jeito e nos obriga a pensar nisso quase como tortura. Nos esgotamos, damos o melhor que conseguimos e lutamos e tentamos e não desistimos mas isso cansa. Chega uma hora que a vontade de ficar na cama é maior, a vontade de deixar a apostila fechada por mais tempo é maior, a vontade de evitar o frio e a chuva é maior. E semana após semana o tempo vai passando rápido demais até de repente estarmos de cara com a prova sem ter a mínima do que fazer. Confusão. Medo. Angústia. Ansiedade. Tudo junto em uma só pessoa.
Isso não é nada positivo.
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