sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Como que pode a gente se apaixonar por uma pessoa que só aparece nos nossos sonhos?

Sempre sonho com a mesma pessoa, faz um tempo já. Nunca da pra ver o rosto mas eu sempre chamo pelo mesmo nome: Guilherme. É estranho demais porque ao que me parece temos uma história inteira juntos... É sempre assim, sonho com felicidade e cumplicidade, as vezes ciúmes e brigas bobas, as vezes brigas sérias em que sofremos horrores e as vezes conversas regadas a sorrisos e beijos.
Essa noite não. Essa noite era uma despedida. Ele estava indo para não sei onde e me pedia insistentemente para que eu fosse junto. O mais engraçado é que eu consegui ver seu rosto pela primeira vez. Foi um sonho tão real que eu sentia ele me abraçar, sentia as lágrimas escorrendo no rosto, sentia tristeza e desamparo e tudo isso de uma maneira loucamente intensa! Pela primeira vez pude olhar em seus olhos e dizer que o amo. Eu dizia e repetia incansável o quanto o amava enquanto com os dedos tentava enxugar suas lágrimas.
Eu acordei, abri os olhos, sentei na cama, olhei pro lado e disse: EU VI O ROSTO DELE!
Foi tão espontâneo que quando dei por mim estava sorrindo feito boba. E mesmo depois de acordada ainda estava com um sentimento enorme da saudade. Como se alguém realmente tivesse partido.
O que eu gostaria de saber é como que o meu inconsciente cria uma história de amor nessa proporção e mais ainda, de onde saiu aquele rosto, aqueles olhos, aquela boca... Não me lembro de ter visto algum dia aqueles olhos. Agora vou procurar aqueles lábios por toda a eternidade.
E eu não sei o quanto isso é estranho ou preocupante. É um amor tão real que as vezes o sinto por perto, respirando no meu ouvido e por vezes posso jurar ouvir sua risada. O pior de tudo é que ele se quer existe! Ou existe? Não! Se existisse eu me lembraria daquele sorriso.
Foi um sonho tão perturbador que não me sai da cabeça um minuto se quer. Aquele rosto tão familiar e ao mesmo tempo tão surpreendente me faz ter vontade de dormir e sonhar de novo com aquele momento. Essa unica vez que pude senti-lo tão perto. Me da um aperto no peito, uma vontade louca de encontrá-lo.

Acho que preciso de uma psicóloga e ,talvez, de um namorado para ver se isso passa.

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