Lembro também de subir nas árvores e pular o muro. Lembro do velhinho que me ajudou a pular o muro pra dentro de casa quando fiquei presa pra fora. Das brincadeiras na piscina, ficar o dia todo dentro d'água até minha mãe aparecer com uma bandeja de bolo de chocolate e coca-cola. Ficar na água até as mãos e pés ficarem enrugados e ver os desenhos nos azulejos do fundo da piscina que inventávamos. Dos gatos imaginários, sim eu tinha um gato imaginário. Se chamava Harry e era preto e branco! Dos mapas para o condomínio. De entrar em casas em construção e chegar até o segundo andar sem passar pela a escada.
O casamento dos coelhos, com bolo, véu e festa. Dos bonecos de batata. Das cidades de "toquinho", dos buracos na fazenda, dos cavalos ah os cavalos... Eu tinha um cavalo, Trovão o nome dele. Inteiro branco e enorme de grande. Das corridas de bicicleta na "quadra vermelha", de almoçar com roller no pé (minha mãe ficava louca). Sandy e Junior enquanto arrumava o quarto. Fingir ser professora, de história sempre. Ser dona de loja e colocar preço em todos os brinquedos do quarto. Tirava tudo, tudo, colocava em cima de uma mesa lá fora e ia atender os clientes.
São tantas as histórias que seria impossível me lembrar de todas agora e mesmo que lembrasse não haveria espaço para todas elas. É tanta felicidade, tanta coisa boa que não cabe em mim isso tudo. O coração parece crescer enquanto lembro de cada detalhe. O coração parece diminuir, diminuir tanto até sumir... de saudades.
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